INDIANISMO.
Naquele dia, aqui estou.
No azedo do pirão,
no assado da "Espera"
e na gnose de quem provou.
Pela batida do chocalho,
singelas crianças
e o harmônico ecoar
em ásperos lábios.
Passei entre sorrisos
desdentados, toquei
em palmas grosseiras
que as dermes escamavam.
Entre capins silvestres
e o grumo fluído da terra,
me fiz arpão a necessidade
para pesca. Como todos
os rostos suados
no eflúvio das águas,
lacrimejei-me um pouco
no oco da cabaça.
Naquele dia aqui restou,
o rastro dos meus pés
descalços, a solução
nas mãos em declive
pelos dedos, e as aquarelas
primárias dos meus segredos.
(Denis Soares).
Nenhum comentário:
Postar um comentário