Os meus olhos se abrem,
e apenas vejo a escuridão
surgindo, na ótica dos
alucinados assistindo
em lugares onde ocorrem
fatos notados de farrapos
mendigos.
Escuto gritos de tréguas,
mas, só sinto o vestígio
da morte me perseguindo.
Entrego-me a cruel aflição,
por habitar seres racionais
que impõem o poder de me
envenenar com malefícios.
Malefícios que saciam sua
sede, exterminando a
vegetação que mantem rica
a oxigenação.
A cultura tem criatividade do
ser e dever, mas, a cada
minuto que passa tento vencer.
Esse ser desordeiro,
aproveitador do meu pensar
existente, estimulando
motivos insípidos e insolentes.
Explora de mim substâncias
que o deixa doente, procria
a fome, afeta a irmandade
com a pobreza.
Mas, de que seria a riqueza
se não houvesse a natureza?
Será que é essa a vontade
de posse, desgraçado?
Está realizado, estou vivo
e sepultado!
(Denis Soares).
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