segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

A arte é livre.


SEPULCRO.


Os meus olhos se abrem,
e apenas vejo a escuridão 
surgindo, na ótica dos 
alucinados assistindo 
em lugares onde ocorrem 
fatos notados de farrapos 
mendigos.
Escuto gritos de tréguas,
mas, só sinto o vestígio 
da morte me perseguindo.
Entrego-me a cruel aflição,
por habitar seres racionais 
que impõem o poder de me 
envenenar com malefícios.
Malefícios que saciam sua 
sede, exterminando a 
vegetação que mantem rica 
a oxigenação.
A cultura tem criatividade do 
ser e dever, mas, a cada 
minuto que passa tento vencer. 
Esse ser desordeiro, 
aproveitador do meu pensar 
existente, estimulando
motivos insípidos e insolentes.
Explora de mim substâncias 
que o deixa doente, procria 
a fome, afeta a irmandade 
com a pobreza.
Mas, de que seria a riqueza 
se não houvesse a natureza?
Será que é essa a vontade 
de posse, desgraçado?
Está realizado, estou vivo 
e sepultado!

(Denis Soares).

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