quarta-feira, 27 de maio de 2020

A arte é livre.

O DINHEIRO É UMA DOENÇA

A vida na Terra está em guerra, infortúnio combate, ataque de loucuras, acúmulo de indignação. Esgotada pelo câncer da ignorância, vive a ingratidão, o choro da derrota, terror, mais uma pessoa morta. 
Eis o cão do mundo, a força do desconhecido, a criação do natural ou do mal...
Gestante do incontrolável, severa maldição que arrebata cadáveres. Notícia lucrativa que corteja em lágrimas a doença maldita. E quem não acredita, desdenha. Mas, o número de mortes só aumenta. Esse é o fundo do poço, a multidão que semeia mais um morto, catequizado pela economia que sempre matou de fome a vida. De volta às ruas, ainda sem cura. Tudo pelo venerável dinheiro. 
Todo o meu desprezo pelo ser que não aprendeu a viver! Não me venha com idolatria. O Planeta sempre foi anarquista. E a janela do mundo lúcido sem esperança. É o engano de sombras nítidas do maldito capitalismo!

(Denis Soares).

sábado, 23 de maio de 2020

A arte é livre.


VIVO.

O chão termina nos pés,
definhando nos topos
como desfila a cegueira
da rústica imensidão.
Eu passo inquieto
nos fiapos intocáveis,
como a água que lavra
a música revelada.
Me aparto entre montanhas
e não canso de olhar
o rasante vôo
da bela embriaguez
que se esconde dentro
desse paraíso.
Ensolarado és perfeito,
mas, a vida minguante
que amortece o simples
temor do infinito.
É lição ao Homem
e saber dos Gigantes.

(Denis Soares).

quinta-feira, 21 de maio de 2020

A arte é livre.


FELICIDADE.

A felicidade é uma rosa,
tem seu tempo,
brota quando molha
num lindo infinito
com medo dos segredos.
A felicidade é um gesto,
o simples natural.
A vontade da felicidade
é erguer o pouco e a todos,
mas, ela é sorte,
não vem por querer
e não se explica o porquê.
Ninguém gosta da felicidade,
mas o feliz momento que
ela proporciona!
Vencer feliz é morrer infeliz.
Ela não se descarta
como um jogo que tem fim.
Viver momentos,
gritar lamentos.
Como sorrir infeliz
e o choro que diz
o meu querer é você,
feliz ou infeliz, felicidade!

(Denis Soares).

segunda-feira, 11 de maio de 2020

A arte é livre.


ÁTOMO

Eu ouvi o silêncio
nas águas dos seres,
um banquete inesgotável
de sonhos reais,
exuberante reinos
que cheira á vida.
Muralhas de pedras
desprezam metrópoles.
Contempla a natureza,
reverbera e respira
o segredo escondido.
Comecei a ouvir melhor
no vasto da escuridão,
quando vi o invisível
no topo do cume
ao poço profundo
do simples plural.
Sou tudo, sou nada!
O átomo da alma.

(Denis Soares).