sexta-feira, 20 de março de 2020

A arte é livre.


SINAIS DE DÍVIDAS

Eu vou tomar em conta 
o prazer da maldição
que fala de mistérios
com intrigas e covardias.
Os pilares da política 
insuficiente no que dita 
com medalhas de guerrilhas.
Eu vou tomar em conta
o comércio que me cobra,
na rua do imposto que abate, 
que esmola. 
O teu mundo sem resposta, 
a natureza publicada em dólar, 
tão Real como o Brasil que se explora.
Eu vou tomar em conta 
o quê indaga a eternidade 
no céu que não se toca
sem saber se vai ou se volta.
A bravura do futuro
no avanço obscuro
do medo de um erro.
A minha visita nesse cemitério, 
nesse inferno.
Não vou somar a conta,
nem dividir para engolir
o múltiplo de tudo que subtrai
algo a mais!

(Denis Soares).

A arte é livre.


PARTIDO

Deus privilegiou 
um lugar natural 
que no universo
não tem igual, 
mas querem governar, 
dividir o meu lar.
Mostrar do que é capaz 
em suas fronteiras.
A ignorância de bandeiras...

(Denis Soares).

quinta-feira, 12 de março de 2020

A arte é livre.


LEVIATÃ.

Aonde está 
e não alcançar?!
Com promessas de ateu
na missão de quê se julga.
Guerrilhas cor-de-rosa
no azul fúnebre
do silêncio anil.
Ecumênicos espinhos,
repetição do passado,
telhados de papel,
perpetua o acaso. 
Entre navios negreiros,
lâminas de pétalas.
Pobreza, riqueza,
sugestões e as guerras.
O núcleo edita tudo,
até eiva da religião.
Egocêntricos vírus
com você em putrefação.
Há um grande descarrego
profundamente em você.
Além de quê pergunta
do abstinente obscurecer.
Enfada o que não muda
da sua fajuta e instigada vida
leviatã esquecida.

(Denis Soares).

quarta-feira, 4 de março de 2020

A arte é livre.


CATACLISMO.

Não quero nome nem registro,
divisões e muralhas.
Com pudores obsenos
e epidemia de fardas.
Não quero sonhar
em dançar aquela valsa,
pela íntima supremacia
e o bruxo desejo da alma.
Não quero ser o latim
das tragédias e nomenclaturas.
Intelectuais irracionais
e suas licenciaturas.
Não quero apodrecer no tempo
como a descoberta da roda,
nem ser capaz
de me limitar nas 24 horas.
Não quero teu abraço
enflorescendo sangue na chuva, 
anoitecendo pela morte
no olhar triste da lua.
Renascer o esquecido, 
viver seu próprio extinto,
envelhecer sem você,
morrer pela verdade.
Quero minha liberdade.
São pedras no estreito
caminho. Nesse canibal
cataclismo.

(Denis Soares).

segunda-feira, 2 de março de 2020

A arte é livre.


INÚTIL.

Inútil é ser humano babaca,
o ser animal, não ter paz 
e achar que é mais.
No conflito das raças
constantes batalhas.
Inútil é ser embalado,
propagado e consumido.
Ser o desejo do mundo,
a porcaria vendável e cara.
O câncer de tudo
para ter utilidade
só pela vaidade.
Inútil é ser individualista,
racista nessa vida fodida.

(Denis Soares).