INTRODUÇÃO.
-Ei, cara...?!
-Eu tenho cientificamente
a certeza que existe uma infecção
generalizada na Humanidade.
Um distúrbio chamado degradação...
Perguntas me enche de silêncio,
silêncio me enche de tristeza.
Por que na Terra de tanta riqueza,
pessoas morrem de fome?!
Filhos da guerra, geração de doentes.
Um enredo fictício de um futuro
inexistente. Cheio de mazelas,
pagando a culpa, num saco
sem fundo que dorme o capitalismo.
Nascemos desse jeito, num jogo
de manipulação, redundante do mal
e o canibalismo de escolhas.
Em tempos difíceis de tempestades
e medo, oremos pelos os tolos.
O Homem é seu desejo
de frente para a morte inesperada.
Gritos de ambição, prisão e sua
destruição. As grades que cega
os princípios que vagueiam todos
os dias...
É o destino de páginas obscuras,
que corta as entranhas de um ser
ordinário e extraordinário.
Herança que atropela o coma
do mundo sombrio
e preconceituoso.
Convivemos num refúgio
sem liberdade.
A PESTE HUMANA.
Respeitável público sisudo,
os pálidos dias tangíveis
que ecoa o desespero
e estende sonhos
atormentados.
Adormece aberrações,
cheirando podridões
que deflora almas
pobres e maltratadas.
És o escarro de vida,
submissa existência,
cúmplices calados
cheirando podridões
que deflora almas
pobres e maltratadas.
És o escarro de vida,
submissa existência,
cúmplices calados
e omissos num sórdido
mal a devorar.
A lástima que cospe,
cheira a morte, e o peso
A lástima que cospe,
cheira a morte, e o peso
das lágrimas que está
em todos, arde em demasia.
em todos, arde em demasia.
O povo está arrasado,
insultado pelos poderosos.
Está com as mãos sujas
de sangue.
E o sofrimento que deságua
num nevoeiro de destruição.
É um monstro que se alimenta
na esquina, cresce na faminta
vida podre que o povo vive.
A solidão me acompanha
por ter medo de vocês!
POBRE SONHO.
Lágrimas no sofrer do dia.
Chuva que cai a noite
cuspida na cara da sociedade,
semeando ódio continuo a viver.
Para a sociedade
desprovida de conceito.
Infância perdida,
criança que cata latinha
propagada de consumo
do trabalho sujo.
Mais um rosto na escuridão
andando em vielas,
livre e preso em nossas mãos,
comendo o pão da miséria.
Quantos se calam
no território do mal?!
Feridas abertas
de dores e tragédias.
Real ilusão, televisão,
recitando conflitos,
onde nascem e morrem
tesouros vivos!
Abortados nas ruas,
humilhados, insultados,
Sobreviventes das dúvidas.
O pobre de grana
que sonha a compra
da paz e do amor,
que a sapiência jurou
no pesadelo que acordou...
DENTRO DE TI.
Escravo de si mesmo,
a miséria dos horrores,
a febre irremediável.
Faz-se morrer o teu corpo
sufocado pelo ódio,
ladeado de um teatro.
Onde, encontra-se
existente o puro amor.
O conhecimento entre
sonhos e rios sem fim,
da divina alma em mim.
Mundo sujo, podre e ácido.
A tirania da fome,
a cretinice da política,
substrato repugnante
dessa social vida.
Um rebanho condenado,
suicída, que perde a si
mesmo em dimensões
de dores.
E quando florescer
o perfume da simplicidade,
transbordará gotas de paz
entre os segredos do mundo.
Grite ao mal que a escolha
é sua. E adentre ao bem
para que seja seu, o poder
que há em você.
Existir ou destruir?!
O HOMEM.
Eu sou o homem da questão.
Do por quê?
Eu sou o homem que contradiz,
tudo aquilo que você diz,
e condiz. Eu sou o animal
na falsidade da criação.
Extinto e desolado, num
quadrado de interesses.
Caminho sozinho,
descalço com a humildade.
Sonhando em transparência,
nos pés da humanidade.
Infeliz, vendo minha saúde,
a preço de dinheiro.
Porque nessa idolatria,
só é "feliz" quem tem
o bolso cheio.
Ah, nesse mundo de valores,
o meu beijo é de amor!
Sinto a dor e o vazio de tudo!
Hoje, vi uma pessoa sorrindo.
Riqueza rara da vida.
O meu mundo grita
à espera da terra absolver
tudo o que há podre em mim...
É assim!
RUÍNAS.
As ruínas amargas
de um perpétuo sofrimento.
É notável que esse sofrimento
é consequência da tirania que
injeta à vida, olhos famintos.
O "amor" a favor do racismo
e ódio, descarna a máscara
ridícula do ser.
Agonizo o vazio por dentro,
transtornado e aflito.
Sufocado pelo cotidiano.
Como uma prisão crônica,
na mente que está cada vez
mais visível ao porão supérfluo
da sensibilidade humana.
A arte liberta a esmagadora
rotina capitalista!
O capitalismo compra.
A arte recicla.
O capitalismo droga.
A arte viaja.
A SOMBRA.
Eu e a sombra.
Há lógica pra tudo
que estreita o infinito
com a dádiva sabedoria
dentre outros bichos.
O algo sem cura
para outras vidas.
Molestada de identidades
na carcaça apodrecida.
Eu e a sombra.
Contaminado pelo luxo,
o animal urbano
que fede a Humano.
Que me leva ao
suicídio diário.
Questionando regras,
sufocado e estrangulado.
Respiro melhor,
liberto a mente.
E a sombra da vida diluída
que escolhi seguir é a
mesma mergulhada
num abismo sem-fim.
Sombra que ainda vivo
como um bicho maldito.
SINCERO.
Comunicativo como um vinil
arranhado.
Estou disposto a me matar
com sua primeira verdade.
Interagindo com a sabedoria.
Descendo uma escada
deficiente.
A escada dos erros,
sendo o caminho do ódio.
Quero sempre ser heroico
em prol do bem. Uma gota
de caos faz parte do bem.
É como subir a montanha
e morrer na exaustão
do conquistado.
Porque o chicote que estala
na costas dessa raça,
desfavorece todo um ideal
de igualdade.
BRASIL.
Brasil carcomido,
vivendo de joelhos,
jogado aos ratos,
pervertido e subdesenvolvido.
A escória surgente,
prostrada na carcaça doente,
corrupta, a culpa!
Brasil sem "cura".
Porque no gatilho do fuzil
é que se governa o Brasil!
Sofre o povo,
pobre é o garoto!
E a bala "perdida"
é achada no peito da família.
Brasileiros que choram
o governo que mata
como eutanásia!
Brasil subordinado,
decadente e indigente.
Sucumbindo a podridão
que satisfaz a cólera
do retrocesso.
Brasil político
que corre o risco
de cair em enrascadas
com riquezas desviadas.
No poder a legislação,
na lei a proteção que
garante a impunidade.
Mas, para crescer de verdade
nesse país de humilhação,
só buscando a educação!
POLÍTICA BRASILEIRA.
O útero calamitoso
do hipotético delírio
que provém a macabra
crueldade do seu próprio
terrorismo.
O útero calamitoso
do hipotético delírio
que provém a macabra
crueldade do seu próprio
terrorismo.
A trapaça é sua virtude.
A prostituição foi consagrada.
E há omissão envaidecida
na proeza dos que acreditam.
Nação de alusão,
com honrarias e mentiras.
Maníacos governantes
engajados em sangrar o país.
Uma escambau desfaçatez,
segue a imutável pilantragem
dessa corja de malditos
com honrarias e mentiras.
Maníacos governantes
engajados em sangrar o país.
Uma escambau desfaçatez,
segue a imutável pilantragem
dessa corja de malditos
ensandecidos pela súplica
do povo.
do povo.
Povo órfão e subversivo,
de uma surreal hipnose
emblemática que causa
manipulação de massas.
Fabricando seres postiços
na nefasta política brasileira
que barganha cada um de nós.
Estraga o filho da pátria,
que é amada, que é amarga!
A história do Brasil,
mumificada por mais
Fabricando seres postiços
na nefasta política brasileira
que barganha cada um de nós.
Estraga o filho da pátria,
que é amada, que é amarga!
A história do Brasil,
mumificada por mais
de quinhentos maltrapilhos
anos de saques e abates.
Minha terra tem política
que destrói toda simpatia
anos de saques e abates.
Minha terra tem política
que destrói toda simpatia
desse povo que agoniza,
sem igualdade, sem liberdade.
Escravo gentil, esse é o meu Brasil!
sem igualdade, sem liberdade.
Escravo gentil, esse é o meu Brasil!
BOLSOMINIONS.
Uma cabeça rasa
é um universo sombrio
que alimenta o medo
corrosivo de uma
pobre arrogância.
Âmago solene
de laços mentirosos
e consciência cínica
da seleção de idiotas.
Desígnio da covardia
de fracassados ofendidos.
O ar respirado é ácido,
hediondo de angústias.
Excreção imoral!
Nunca serei simpático
ao encontrar um "Minio"
no meu sensato caminho!
MILÍCIA.
O que escorre no incauto
O que escorre no incauto
de todo esse martírio?
São cadáveres e tempestades
São cadáveres e tempestades
de sangue, mais um ferido!
Arrebatado e aniquilado na
palafita. A sua bagagem
afetiva? Camisa de força
aos livres. Hoje foi um dia
violento. Vou moer e expor
para os famintos da imprensa
o submundo do crime.
A margem do rio alagado
de sangue, algemas severas.
Dê seu corpo á elas para ser
devorado pela mão fria das
feras. Um tiro de misericórdia
silencia o relógio que
estrangula mais um sonho.
De joelhos a vida pede
clemência. E a morte destrói
mais uma família pela
carnificina da polícia!
VIVA MARIELLE.
O Estado é a milícia
do dia a dia.
Agora, com um cargo
na política. Cresce
a raiz bandida.
Milícia e política.
De pequena decadência
a insegurança manda
na nação. E a maior
facção, atira e mata
quem grita pelo povo.
Tenho nojo de demagogo.
E os que estão soltos
é a prova da impunidade.
Que deixa o sangue
violento e silencioso
escoar pela mão da morte.
Sorria quem tem sorte.
Porque já dizia o poeta:
"os bons morrem jovens".
IRMÃOS.
Legítimo é o povo que grita
seus sofrimentos. Pelo valor
de uma ideia e o absoluto
objetivo de ser livre.
Uma dose de acidez tem
o drama da desigualdade.
Prejudicado, quer seus direitos
reconhecidos perante ao
Estado. Ergue esse grito que
ensurdece, rumo ao descanso.
Quer a mesma natureza,
humana. Afeto de irmão para
irmão. Amor ao próximo,
conviver e agradecer.
Não submete-se ao engano
autoritário. Quer laços para
o equilíbrio humanitário.
A honra desse povo me
orgulha, com a hegemonia
que vocifera e estraçalha
qualquer Sistema.
Protagonista de grandes
conquistas. Tem linguagem
do oprimido.
Moderno, reúne em si uma
narrativa sofrida.
O povo, de novo, grita, grita
e grita:
- Não quero ser diferente.
Sei que esse sistema é
delinquente!
A desgraça está grávida.
E nascerá mais um irmão
nessa podridão!
Amar é tão distante.
Mas existe uma ponte erguida
para o outro lado divino
da vida.
ARMA NÃO.
Se o futuro é ter arma
o "diálogo" vai ser na bala.
Cidadão contra cidadão
numa discussão
vai sobrar para o"João".
Arma na fila do SUS,
tiroteio na escola pública,
e no lazer do irmão,
vai morrer pela própria mão.
Espero que a arma
valha para matar político
ladrão.
Por que eu...?!
Eu quero carregar a arma
de salvar.
Eu quero a inteligência
de educar.
Eu quero é matar a fome
desse povo ignorante
que não sabe votar!
O DINHEIRO É UMA DOENÇA.
A vida na Terra está em guerra,
infortúnio combate, ataque de
loucuras, acúmulo de
indignação. Esgotada pelo
câncer da ignorância, vive a
ingratidão, o choro da derrota,
terror, mais uma pessoa
morta.
Eis o cão do mundo, a força
do desconhecido, a criação
do natural ou do mal...
Gestante do incontrolável,
severa maldição que arrebata
cadáveres. Notícia lucrativa
que corteja em lágrimas a
doença maldita. E quem não
acredita, desdenha. Mas, o
número de mortes só aumenta.
Esse é o fundo do poço, a
multidão que semeia mais um
morto, catequizado pela
economia que sempre matou
de fome a vida. De volta às
ruas, ainda sem cura. Tudo
pelo venerável dinheiro.
Todo o meu desprezo pelo ser
que não aprendeu a viver!
Não me venha com idolatria.
O planeta sempre foi
anarquista. E a janela do
mundo lúcido sem esperança
é o engano de sombras nítidas
do maldito capitalismo!
A FALÊNCIA DAS ALMAS.
A existência é uma célula,
a gota d’água dos segredos,
que revela o enigma dos saberes,
o Universo e os seres.
Sou
aquela luz que precede
no brutal urbano.
Sou a prece
do instinto,
o veneno que esporra prazer.
Ressuscito
as nações,
reencarno o desnudo céu
e
a glória do sol.
O meu caos é intolerável
para a humanidade.
A fé tem que ser raciocinada.
A
fé cega é uma ignorância!
E a pobreza espiritual
é exacerbada do egoísmo.
O mínimo da
existência
está dentro de si mesmo.
Julgamentos são constantes
na vida. Mas, a liberdade
é a face do interior.
Nesse
Planeta o erro
é permitido, desejo
diferentes
caminhos para que possamos
se encontrar num futuro
destino!
CADA UM É ÚNICO.
O melhor ou
o pior?!
Julga quem conjuga
o paladar obsoleto
de resíduos de ideias.
Odeio o
aplauso falso,
degradado
e mágico.
Ácido, que dissolve
minha carne.
Intrigante, sou provocador!
Imune
a uma “beleza”
de moda preconceituosa.
Privilégio é viver
a diversidade do exagero.
Sou a dúvida do padrão
que te impõe.
Estou na busca da
insanidade que me
cabe e não lhe serve.
Relativo é a
dor
do
universo que sou.
Sou o que não sou!
Mas,
respeito o próximo
de ideias
controversas.
Nosso lar é
respeitar
o inacreditável giro
do
mundo. Que não
é um absurdo.
Cada um é
único
para
quem acredita
na sua própria vida!
FAKE NA RUA.
Eu vi a “revolução” virtual
de cabeça baixa nas ruas.
“Amigos” adestrados,
escrevendo para a mídia
o que vemos e não temos.
Não quero externar coerência,
porque minha caretice
está num cinzeiro
de um puteiro.
O meu olhar é para o futuro,
pois, esses pés duros e sujos
só me trazem desconforto!
A vida é refletida a cada dia...
E se você é contra algo,
poupe-se da ignorância.
Respeito é o mais esperto
de todos!
O ideal é a ideia,
seguir a diferença
e não a unanimidade.
Os erros das pessoas
são sabedorias às outras!
CELULAR.
Já era a
rotina
em
papel reciclável,
vendido em banca
de revista, comentado
pela boemia cínica
à política nas praças
da vida. Já era a rotina
do
cheiro palpável,
visualizado ao ouvido
de um fã consumido
pela
raridade do disco.
Já
era rotina
das
páginas imaginárias
ao toque de saliva
na
beira da cama
de
noturnas miopias.
Já era a rotina
que
resiste ao tempo,
tempo que se tem tudo,
mas de nada vale
o retrocesso da geração
superficial, com a clausura
digital. Já
era a consistência,
já
é a consequência
que
o Homem inventa.
DECISÃO.
Há um mal na alma
estranho e divertido,
que aflige o Homem
ao grande abismo.
Há gentes infelizes,
medíocres e conformistas.
Tragadas pela overdose
social que cospem na vida.
Há
uma cegueira florida
terrível no caminho,
infame e estúpida,
afogando meu grito.
Há
uma arma destrutiva
pousando devagar sobre
tempestades melancólicas
que semeia à peste do século.
Não
há nada mais simples
que ter o Universo ao colo.
Como
um filho agradecido
que
beija o destino.
É
o álibi da vida.
É
o arbítrio e a sabedoria.
SEMENTE.
Eu observo a
vida
uma infinda mutação.
Que descobre o
anzol
e modifica o mundo.
Crianças
rumo à história
como a calma água
que busca caminhos
pouco a
pouco
num
mundo novo.
Deleita o
canto
da
música perfeita,
parece cantar sem fim
o
hino da natureza.
Raiz
heróica que nasce
em rios, escolhe
o alimento.
O pássaro que beija o ar
e
voa para a existência.
Eu observo a
vida
voar
para o inexplicável,
uma correria entre
tudo e o mundo.
A MORTE.
Dissestes a Morte
a beira dos olhares:
-sussurro no apavorante
leito de sonhos.
O assombroso momento
da viral existência que povoa
a amargura desse Planeta.
Muros despedaçados de
solidão, o Cotidiano abatido.
Seres amordaçados
com a dor desleal dos
acontecidos.
Lágrimas que desabam
da não compreendida
e perversa ineficiência
Humana.
Os expoentes de estupidez,
lhes fazem perceber a
distância dentre Eu e a vida.
O espaço do mal ficará,
o Seu, o Eu, os Vossos
condenados morrerás.
-Sou breve nas mídias,
esfarelando famílias,
vim como doença maligna!
E se o Amor não reinar
como alimento do bem,
seja Ele a esperança,
o desfrute viver,
abundância de Deus,
livremente aproveitado
por você.
Um tratado para alma,
pois não há de negar
que Ele está dentro do Ser.
Verás mais dores, e a paz
cada vez mais distante da
realidade de amar uns aos
outros!
Quem sou eu, nessa jogada?
-A Morte já cansada
de tantas despedidas
pelo jogo da vida!
A MÁCULA.
O gosto do deserto
atravessa minha garganta.
Ecos que traduz a voz
do monstro, e a revolta
que me traz à vingança.
A angústia estrangula
meus raivosos delírios.
O pesadelo sorrir
para a dor, discretamente.
Abraçando o ódio
com a realidade crua,
da sandice tragédia
que assusta o mundo.
Os negacionistas
tripudiam das vítimas.
Morre a sensibilidade!
O caráter incoerente,
apodrece a alma
com aquilo que se defende.
A faxina desumana
atravessa minha garganta.
Hospeda-se a vigarice!
O fantoche dissemina,
mentiras e baixarias.
Devoto da grana,
ajoelha-se aos pés
de Faia e Marcedo.
Os piores ladrões
do povo brasileiro.
Negocia-se a vida.
A carne do meu povo
é moída.
E a violência é gratuita,
contra a esperança.
O deserto atravessa
a minha garganta,
engasgando os meus
sentimentos.
O gatilho da tristeza
com o choro da pobreza
que constrange
os meus sonhos.
A mácula dos crápulas
que surge do esgoto.
Corteja o arrasto
de mortes no atacado.
Há os quê não acreditam
na verdade.
Agora o deserto é escabroso,
assustador e perigoso.
Ele é meu...
Meu deserto, no peito
de cada brasileiro
omisso.
Vazio, vazio, vazio...
Meu deserto alagado
do pranto imperdoável.
Ele não será esquecido
no jardim da saudade
dos nossos familiares
e amigos.
Vocês irão pagar,
assassinos.
Todos assassinos.
SIMPLICIDADE.
O silêncio é
meu jardim
estendido pelo pensamento.
Talvez a cidade que
ecoa
o grito do poder com
sensação profundamente “rica”...
Ao longe, bem distante,
estava
eu, adorável e mendigo,
com a vontade de flutuar
no espaço para
ver o sistema
explodir a
inacessível
cabeça do Homem.
Sobreviver
é complicado!
ESPERANÇA.
Canta a esperança,
porque tudo se rompe
porque tudo se rompe
na serenidade.
É como mergulhar
nas águas das possibilidades.
A leveza da alma abraça a
vida algemada e coagida.
Ansiamos expectativas.
Trilhando num oceano que
escoa a desrazão de
pensamentos tolos
e sentimentos vazios.
Calamidade retumba em
meus ouvidos.
O cadáver é lavado,
e a atrocidade é atraente.
Pessoas são enterradas
pela imoralidade nacional,
infelizmente!
O inesperado perigo
da morte, agora atormenta
A leveza da alma abraça a
vida algemada e coagida.
Ansiamos expectativas.
Trilhando num oceano que
escoa a desrazão de
pensamentos tolos
e sentimentos vazios.
Calamidade retumba em
meus ouvidos.
O cadáver é lavado,
e a atrocidade é atraente.
Pessoas são enterradas
pela imoralidade nacional,
infelizmente!
O inesperado perigo
da morte, agora atormenta
o suicida irremediável.
E porventura, a voz do amor
se mistura a multidão?!
Dizendo:
-Não semeie a discórdia,
e quando vires a paz,
abrace-a, e nunca mais
a solte. Por favor, ela é a
cura do pavor que restou...
Coincidentemente, o bem
sufoca a Ira das mentiras.
E quando tudo passar,
iremos abraçar a vida,
todos os dias!
E porventura, a voz do amor
se mistura a multidão?!
Dizendo:
-Não semeie a discórdia,
e quando vires a paz,
abrace-a, e nunca mais
a solte. Por favor, ela é a
cura do pavor que restou...
Coincidentemente, o bem
sufoca a Ira das mentiras.
E quando tudo passar,
iremos abraçar a vida,
todos os dias!
“SOFRIMENTO."
Declame o
futuro
e estará no presente
de
muita gente.
Meu passado
é
um teatro ameaçado,
vazio e sem aplauso.
Perdura a
amargura
da
humanidade.
A
flor leve dos sentimentos,
e a navalha que fere
os
pensamentos.
Perdura o
peso do mundo,
a
amplitude do socorro
que repulsa a desigualdade.
Não se iluda
com as pessoas.
Elas foram feitas para viver.
Agradeça
pelo dia,
a
força do bem,
que atrai às coisas boas.
O maior
nível do estrelismo
é
aquele que não sai
do seu próprio saco de lixo.
O
mundo com mentiras
é
um prato cheio
para gula dos seres humanos.
Alimento um
monstro
que
me engole...
Descobriram água em Marte.
Mas,
a fome na Terra
não desiste da humanidade.
VENDA.
A vida é uma degustação
do proveitoso saber.
Humildes experiências
de um incrível crescer.
Bons
exemplos
que assalta o fôlego
de um vinho tinto,
paladar envelhecido.
Percebo que
a vida
é
toda de poesia.
E vejo um inexplicável
quadro, abstrato,
que há todo sentido
no
mundo que vivo...
Eu acredito!
Mas, como tem
tristezas!
É inacreditável saber
que a fome mata no mundo,
e
é somente causada pelo
Homem...
Que absurdo!
É fácil de ver
teorias
mal sucedidas
de
hilárias descobertas,
atrativas...
Muitas mentiras!
Por que uma
razão?
Porém, sou emoção.
Vivo irreverentemente,
e prefiro ser mal-entendido.
Um punk desordeiro,
não adequado aos vínculos
sociais...
Sou mais!
Nessa superfície burocrática
não tenho medo de desordem.
E o honesto dia a dia,
vira
a escrota vida
de muitos heróis
de família,
que clamam por melhorias.
Minha
espécie é vendida,
num cego sistema
capitalista!
SENDO.
Vítima das circunstâncias
tão mesquinhas
como tiragens de jornais.
Viveu o que bastou,
interrompeu ruas com flores.
Era tudo muito infantil
há minutos atrás.
Saiu do ostracismo,
não foi adestrado,
beijou a “boca” do meio-fio,
promoveu fanatismo
no calor do momento.
A loucura orientou-o,
já era tempo.
Não foi pirateado,
não foi popular.
O grande atrativo
foi a criatividade!
A interpretação é o desastre
da sinceridade.
Autor: Denis Soares.
●Sobra do projeto: Aflito.
Eu prefiro andar com a
inocência ao meu lado,
do que andar com a
inteligência da má intenção.
Porque as grandes
importâncias na vida são
feitas com dedicação.
É um plural incondicional
para uma vida significante.
E hoje a postura do ser é
domesticada por opinião
alheia. O humano é a natureza
divina da real consciência de
ignorância que desperta
dentro do seu próprio ego.
Uma frustação que o futuro
dá aos que querem. Admito
ser da imunda espécie.
Somos vermes do mundo
que criamos!
Crescer é entender o passado
para não vive-lo no presente,
mas, evoluir no futuro.
É o aprendizado de tudo.
Eu me acalmo vivendo da
humildade e praticando a paz!
Eu tenho pavor de gente,
socializar para mim é uma
esquizofrenia, um pânico,
bicho grilo.
Minha timidez é um apelo
perante os animais, e minha
melhor comunicação é a
oração. O caminho para
começar o dia, limpar a alma
para enfrentar meus monstros
de frente. Monstro gente,
indignado inferno que vivo,
cavando o interior de mim
para achar a liberdade,
meu drama natural. A morte
me consola!
No meu mundo a incapacidade
faz capaz. A arte não tem
receita. A competição é a
guerra dos egos. A
solidariedade é a educação da
paz. A verdade é o templo que
há em todos os seres
humanos. O berço da
sapiência é discordar da
"certeza" enaltecida. Opiniões
podem serem mudadas.
A vida é uma droga. E dela só
reclamamos da qualidade e do
preço. O julgamento faz parte
da vida. E a liberdade é a face
do interior.
O ser Humano é a lorota com
uma bomba nas mãos.
Somos os verdadeiros heróis
anônimos do cego cotidiano.
MEDITAR.
Eu sou humano na vida!
Aprender sempre é bom.
Aprender sempre é bom.
Com a dor é provável.
Mas, a ignorância das
pessoas me deixa mais
calmo. Não sou mais
reagente. Devido as
perceptíveis tramoias
dos seres.
Desertor, embriago-me
de amor à rotina que vivo.
Minha inflada humildade,
fruto do tempo,
sorrir para solidão.
Entender é ver sem limites.
ARBÍTRIO.
Seus pensamentos são livres
e vastos, fazendo-as ficarem
ridículas no coletivo.
Uma epopeia de erros, fruto
das sombras e dúvidas de
tudo que alimenta suas almas.
Um caos tolerável
para humanidade e improvável
para devidas expectativas
do universo. Reflexo no
espelho do mundo desse
labirinto inexplicável de
conhecimentos.
HÁ POUCO TEMPO
(...)Sinto a estupidez do povo. Reclamando como um maldito. Almas e olhos que refletem a injustiça. Injustamente calados. Não devemos ao tempo terrestre. Porque voar é o que importa, estamos acomodados com nossa própria ignorância, será se o tempo continuará, não há vantagem, auto piedade, ou nunca tivera, o voo do tempo.
Iremos mudar o mundo!
CARETA DE VIDRO
Teorias repetidas
são mentiras ditas,
a felicidade não está
em livros e vocês sabem
muito bem disso.
Tirem suas armaduras
de vidro que a guerra
é de equilíbrio!
As suas babaquices
não causam mais
efeitos nesse momento.
A inteligência é um
prato farto que tem
sabores intocáveis;
A loucura de viver
nunca tem careta
para a vida de um
ser!
*******
Nasci da realidade
e o foco não é importante,
importante é a sensação!
Sou clandestino
e não tenho receita
para indiferenças.
O ar colorido
de um bobo que sou
visto pela sorte...
Assobio aos ventos
lendo mentes,
olhando para frente
entre a Terra e os humanos.
Sabedoria é terapia
e a saúde da vida!
Entendo o silêncio
amarrado na casca
da dor que vomita
o contundente repúdio
que sangra o coração.
Acabei no hospício...
(...)Perdura a amargura da humanidade.
A flor leve dos sentimentos
e a navalha que fere os pensamentos.
Perdura o peso do mundo,
a amplitude do socorro
que repulsa a desigualdade(...)
*Denis Soares*
(Denis Soares)
(Denis Soares).
O grito do Ipiranga foi dado.
E o Presidente confessa que é cúmplice de um assassinato.
Enquanto Amarildo é desaparecido pela polícia, pela justiça.
Queiróz é desaparecido pela injustiça, pela imperícia.
Brasil, terra que oprime os fracos.
É caso, é fato!
A história tem que ser escrita,
não pode ser esquecida.