quinta-feira, 12 de maio de 2022

Bordões

Dia 20 de Maio
lanço minhas ideias
entre becos e vielas,
no abraço embriagado
do calor de São Luís...
Ler Livros.
Além da criatividade de ideias.
A maneira intensa de
linguagens. A forma artística,
bonita de se ver. De se ler.
Transmitindo mensagens
profundas e permitindo
emocionantes delírios.
Esses são os livros.
Uma forma de questionar
a realidade pelo conhecimento.
Trazendo reflexões para
muitos e consolos à outros.
Esses são os livros.
O impulso do pensar,
surgindo imprevisível,
repetindo o que rapidamente
desaparecerá na imaginação.
Por isso, que se escreve.
É como meditar, às vezes é como conversar com uma voz
imaginária que reescreve a infância.
Traduzindo palavras para
entender um poema.
O poder de sentir o rascunho,
o esqueleto da estrutura literária.
O sabor das lendas, da época para época e suas culturas
poéticas. Às vezes, não
entendo nada. Às vezes me
corta como faca. E triste,
choro de emoção.
Ler livros é o caminho, mas
cada um tem o seu...
Calçar a leitura diária entre páginas de noites alérgicas
ao papel Moleskine. Porém, cada vez mais raro, os fardos
literários.
Mas continuará no meu colo, 
molhando os meus olhos, 
ao saber que muitos não têm 
o que ler, ou não lhes deram 
o direito de aprender...
Maravilha.
Os mares e oceanos cobrem
o planeta. As águas são
sustentáveis e densas de
nutrientes. A vida marinha
ainda é desconhecida. E o
céu que brilha os cacos
serenos da lua, ilumina a
suave dança da luz eterna.
Sua mudança, seu ciclo,
guiam nossos caminhos,
enfeitiçando os românticos.
Amantes poetas. 
Uma rainha que brilha à noite.
Com a luz que planta e
florece das trevas do
universo. O conforto calor
da sombra me traz paz.
O claro pensamento que nos
unem. Como montanhas,
guardiãs imponentes que se
erguem com a mais alta
sabedoria da aventura que
deslumbra o refúgio selvagem.
Um tesouro de meditação na
pequenez alma que separa
a jornada aberta ao horizonte.
Os reflexos espelhados,
refletem a vida.
Beleza dos dias calmos.
As vestes que mudam de
cores, com a nudez dos
sussurros dos ventos ao 
outono.
Vejo silenciosas pedras,
a história da Terra,
simplicidade e resistência.
A memória eternizada do
mundo. As esculturas das
nuvens criada pela brisa dos
sonhos que pairam acima de
nós, trazendo promessas de
renovação. São majestades
poéticas, crescendo e se
espalhando como a cura
para os doentes.
Maravilhosamente!
No topo do Corcovado,
tem um Cristo amado.
O Cristo Redentor,
iluminado de amor.
Um ícone Janeiro,
de coragem e desespero.
Transcende fronteiras,
Redentor da cidade
que pede por caridade,
que não feche os braços
para a humanidade.
Por favor.
Cristo Redentor.
D.S.


ESTILHAÇO

Meu caminho sopra na direção errada, 
pensando em voz alta, usando o
ilusionismo para retratar o perverso
que mais se relaciona conosco, 
no acidente existencial, onde o fim
nunca se conclui. 
O milagre da vida é inoportuno, 
sou a advertência da minha própria 
existência, um beijo desagradável, 
eu não sou fácil! 
Futuro corrupto. 
"Por que você está atrasado?" 
"Mas cheguei cedo!" 
Sou de outra época, 
que desfruta da vida tecnológica, 
se pudesse, enforcaria meus impostos. 
Vocês me consideram muito excêntrico, 
talvez doente, doente por não ser 
igual a todos que se encantam
pela moda, pelo caro, enganados,
pelo óbvio e o transparente. 
A certeza da dúvida se confunde 
no cotidiano. Mas a tendência 
é uma fila indiana sem fim. 
O desencontro é necessário para 
a saúde. Cruzo a rua com os olhos 
voltados ao chão, e isso basta para 
continuar desgarrado. Estou sempre 
desalinhado e sem importância,
pois a aparência não me importa,
essa é a ganância de vocês. 
A guilhotina é sedutora, estou tentando 
fugir do mundo, mas ele é perseguidor.
Temos uma teia de influência, ninguém 
foi capaz de me entender, todos me 
enxergaram como adversário, mas é
apenas um pedaço do meu estilhaço.

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