segunda-feira, 26 de outubro de 2020

A arte é livre.


J. FLOYD

Minha imagem censurada,
estou abaixo de todos, cara.
E não posso fazer nada!
Estou no ponto do trem,
e eu sei que ele vem.
A vida não presta,
mas, vivemos na ilusão
de festa. Deixo a tristeza
para quem quiser,
mais um beijo para 
minha mulher.
Morrer para mim
é como vencer.
Eu fui traído pelo meu 
vício, uma ambição
febril. Talvez, um pouco
imbecil.
Mas tudo passou,
para mim foi um Show!

(Denis Soares).

A arte é livre.

FIM
Eu sou a dúvida 
e o por quê!?
Entre mudanças
e a certeza de Ser.
O bandido de um mito,
imaginários horizontes,
o brinde da natureza.
Um dia ali, outro assim...
tão perto que não
possa oprimir.
Circundando todos
na conduta do açoite,
no verso de quem precisa.
Entre Gregos, Romanos
e os fenômenos.
O Bem e o Mal,
um pouco de mim.
O inverso e o fim.

(Denis Soares).

sábado, 12 de setembro de 2020

A arte é livre.

Hoje quero atropelar os carros,
engolir os malditos,
invadir a praça,
extrair e cagar com palavras.
A sociedade anormal,
à mercê de uma razão.
Diferente é ser julgado
por homens bonecos
desse mundo engraçado.
Somos o crime,
linguagem ridícula,
o surto demente
da guerra que cria.
Rejuvenesço a embriaguez
da profunda lucidez,
parecendo talvez
a bomba do suicídio,
amarga realidade
da pura verdade
dos tempos modernos.
A mente dos oprimidos,
vivendo no mundo de bandidos. 

(Denis Soares).

sexta-feira, 4 de setembro de 2020

A arte é livre.

SOFRER.
Sou digno e admiro
a empreitada que
resulta em experiências.
Largado em turmas,
vivendo nas ruas,
com jóias que denotam
mentes inteligentes. 
São eles, os reprimidos, 
os agredidos.
O efeito perfeito do
sofrimento.
Mas o defeito é, prendar 
atos libidinosos, estimar 
doutrinas, beneficiar 
reinos, intoxicar o corpo,
erguer bandeira a todos.
Ser a arma branca,
a negra esperança
do cinismo que zomba
com atitudes baratas.
Peço desculpa pelo
palavrão,mas, tudo isso
é uma desgraça.
O sofrimento causa
conquistas. Porém,
sofrer é tudo!

(Denis Soares).

sexta-feira, 21 de agosto de 2020

A arte é livre.

DIA A DIA.

Eu vi tuas cinzas,
paranóias em Berlim,
sugeri as drogas
e o choro desbravado.
Contido nessa era,
perambulando pelo 
inferno dos dias iguais,
entre ratos e os demais.
A mão humana
e a tristeza do mundo
em nós, hoje e ontem.
O amanhã sem memória,
voltando à infância,
buscando esperança.
Assim segue a trilha
com o egoísmo e a 
decadência que sentimos. 
São doenças eternas em 
nossas vidas, nesses 
dias de utopias!

(Denis Soares).

sábado, 15 de agosto de 2020

A arte é livre.


SOU HUMANO.

Sinto que o povo está 
com medo de algum 
monstro invisível.
O Homem é o erro do 
Homem e os mentirosos 
são os mesmos.
O mundo é uma bola de 
neve que te trai com o 
tempo, o tempo que passa, 
a vida é o tempo.
Tenho observado seus 
valores mesquinhos, 
você fede, você some.
E a magia do incontestável 
sentido das coisas boas,
o pior, o melhor, o mais 
e o menos. O mundo 
verdadeiro é correto!
A natureza é minha única 
razão para acreditar em 
mudanças, pois do ser 
humano as formas
são impensáveis e a
solução sempre acaba
em guerras.
Lamentável ser um...

(Denis Soares).

segunda-feira, 20 de julho de 2020

A arte é livre.


EU SILÊNCIO

O silêncio se cala
em tudo que abala,
musicalizar o silêncio
é sentir a pureza que 
ninguém percebe, mas 
que mata aos poucos,
tão pouco que devasta,
ignora e assola.
O silêncio é a força do
nada, que supera e te
arreda para buscar a 
idiota razão.
O silêncio machuca
e todos sabem, como
arma, como gume, 
como adaga.
O silêncio não dorme
como o nada que existe
na mente de quem insiste, 
exila toda gratidão,
mas supera com perdão.
O silêncio é sábio
para quem sabe usá-lo,
e quem adivinhar 
meus pensamentos
estará no meu silêncio.
Pois interpretar e falar 
não importa, não adota
o teu ser para quem
quer viver e ti ter
para sempre.
És minha mente, o meu 
corpo, o meu choro sem 
lágrimas, o dito silêncio 
que estou vivendo. 

(Denis Soares).