domingo, 28 de junho de 2020

A arte é livre.


SÓ PAPO?!

Discursos idôneos
convencem dois,
bem e mal.
Incide a luz
que brilha no escuro
os seres amargos
que apelam à paz,
entretanto, com guerras.
São conversas afiadas
que ilude a verdade
com o dom das palavras,
desconversando com 
mentiras, ludibriando 
as massas.
O blá blá blá dos canalhas.

(Denis Soares).

quinta-feira, 18 de junho de 2020

A arte é livre.


AMBIÇÃO

Eu sugeri o prazer 
no infindável momento,
nascer chorando, morrer
amando. É inegável meu 
luto ao mundo de leis,
regras, discrepâncias
e tragédias. 
Lamento Kamikazes, 
crianças abandonadas,
homens de pólvora, 
gerras armadas.
É triste o que existe!
A mentira não dorme
tranquila. E no instante
que perdia a liberdade
da vida. Caminhava
para derrota a revolta
das massas. Atitude que
se alimenta de lágrimas.
Meu silêncio é irônico
no acalento clamor
de viver. Proteste contra
toda a história amarga,
mal contada e terá a
vitória desse povo que
constrói tudo por um
pagamento absurdo. 
O pão, o não que é cuspido 
na cara dessa raça humana.
É por dinheiro que se vive os 
impropérios da desigualdade
que reflete no espelho do mundo. 
O ser Humano escraviza vidas 
em busca de utopias. Vaidades 
que o capitalismo lhe impõe 
e lhe propõe a morte da alma. 
O capitalismo mata as espécies 
e os miseráveis se divertem!

(Denis Soares).

quarta-feira, 27 de maio de 2020

A arte é livre.

O DINHEIRO É UMA DOENÇA

A vida na Terra está em guerra, infortúnio combate, ataque de loucuras, acúmulo de indignação. Esgotada pelo câncer da ignorância, vive a ingratidão, o choro da derrota, terror, mais uma pessoa morta. 
Eis o cão do mundo, a força do desconhecido, a criação do natural ou do mal...
Gestante do incontrolável, severa maldição que arrebata cadáveres. Notícia lucrativa que corteja em lágrimas a doença maldita. E quem não acredita, desdenha. Mas, o número de mortes só aumenta. Esse é o fundo do poço, a multidão que semeia mais um morto, catequizado pela economia que sempre matou de fome a vida. De volta às ruas, ainda sem cura. Tudo pelo venerável dinheiro. 
Todo o meu desprezo pelo ser que não aprendeu a viver! Não me venha com idolatria. O Planeta sempre foi anarquista. E a janela do mundo lúcido sem esperança. É o engano de sombras nítidas do maldito capitalismo!

(Denis Soares).

sábado, 23 de maio de 2020

A arte é livre.


VIVO.

O chão termina nos pés,
definhando nos topos
como desfila a cegueira
da rústica imensidão.
Eu passo inquieto
nos fiapos intocáveis,
como a água que lavra
a música revelada.
Me aparto entre montanhas
e não canso de olhar
o rasante vôo
da bela embriaguez
que se esconde dentro
desse paraíso.
Ensolarado és perfeito,
mas, a vida minguante
que amortece o simples
temor do infinito.
É lição ao Homem
e saber dos Gigantes.

(Denis Soares).

quinta-feira, 21 de maio de 2020

A arte é livre.


FELICIDADE.

A felicidade é uma rosa,
tem seu tempo,
brota quando molha
num lindo infinito
com medo dos segredos.
A felicidade é um gesto,
o simples natural.
A vontade da felicidade
é erguer o pouco e a todos,
mas, ela é sorte,
não vem por querer
e não se explica o porquê.
Ninguém gosta da felicidade,
mas o feliz momento que
ela proporciona!
Vencer feliz é morrer infeliz.
Ela não se descarta
como um jogo que tem fim.
Viver momentos,
gritar lamentos.
Como sorrir infeliz
e o choro que diz
o meu querer é você,
feliz ou infeliz, felicidade!

(Denis Soares).

segunda-feira, 11 de maio de 2020

A arte é livre.


ÁTOMO

Eu ouvi o silêncio
nas águas dos seres,
um banquete inesgotável
de sonhos reais,
exuberante reinos
que cheira á vida.
Muralhas de pedras
desprezam metrópoles.
Contempla a natureza,
reverbera e respira
o segredo escondido.
Comecei a ouvir melhor
no vasto da escuridão,
quando vi o invisível
no topo do cume
ao poço profundo
do simples plural.
Sou tudo, sou nada!
O átomo da alma.

(Denis Soares).

quarta-feira, 15 de abril de 2020

A arte é livre.


SUAS LOUCURAS.

Estar comigo é gritar,
impedir dúvidas da mente.
Na gratidão da ignorância,
vivenciar ambições,
regredir o silêncio.
Estar comigo é mendigar,
inventar valores, planejar
motivos, intrigar o suportável.
Crer nas grotescas virtudes
do mundo vadio.
Estar comigo é trafegar
solitário, obter vícios,
querer caminhos
do certo ao duvidoso.
Faz parte das manchetes
sangrentas do individualismo
confinado, desvairado e aplaudido.
Estar comigo...
É estar consigo!
A loucura do possível.

(Denis Soares).