sábado, 23 de maio de 2020

A arte é livre.


VIVO.

O chão termina nos pés,
definhando nos topos
como desfila a cegueira
da rústica imensidão.
Eu passo inquieto
nos fiapos intocáveis,
como a água que lavra
a música revelada.
Me aparto entre montanhas
e não canso de olhar
o rasante vôo
da bela embriaguez
que se esconde dentro
desse paraíso.
Ensolarado és perfeito,
mas, a vida minguante
que amortece o simples
temor do infinito.
É lição ao Homem
e saber dos Gigantes.

(Denis Soares).

Nenhum comentário:

Postar um comentário