quarta-feira, 15 de abril de 2020

A arte é livre.


SUAS LOUCURAS.

Estar comigo é gritar,
impedir dúvidas da mente.
Na gratidão da ignorância,
vivenciar ambições,
regredir o silêncio.
Estar comigo é mendigar,
inventar valores, planejar
motivos, intrigar o suportável.
Crer nas grotescas virtudes
do mundo vadio.
Estar comigo é trafegar
solitário, obter vícios,
querer caminhos
do certo ao duvidoso.
Faz parte das manchetes
sangrentas do individualismo
confinado, desvairado e aplaudido.
Estar comigo...
É estar consigo!
A loucura do possível.

(Denis Soares).

quinta-feira, 9 de abril de 2020

A arte é livre.


A CRUZ DE FERRO

Crucifiquem os ladrões
e saquei seus bens.
Herdeiros das trevas
com seus diabólicos ternos, 
merecem a cruz de ferro.
Símbolo de força material, 
porque neste comitê 
de bandidos todos são 
meus inimigos.
Que reinei a ordem aprovada 
com poder de destruição, 
satura a hipocrisia adotada,
eu só edifico questão.
Emito acordes de violão,
com atitude distingo a realidade, 
no meu dialeto um esporão, 
falo com toda liberdade. 
Criminosos de gravatas 
no mundo atual, razão social 
do eleitoral. Com sua cúmplice 
votação como forma de opinião,
para cruel humilhação do seu 
próprio chicote que açoita com 
classe a burra humanidade.

(Denis Soares).

sexta-feira, 20 de março de 2020

A arte é livre.


SINAIS DE DÍVIDAS

Eu vou tomar em conta 
o prazer da maldição
que fala de mistérios
com intrigas e covardias.
Os pilares da política 
insuficiente no que dita 
com medalhas de guerrilhas.
Eu vou tomar em conta
o comércio que me cobra,
na rua do imposto que abate, 
que esmola. 
O teu mundo sem resposta, 
a natureza publicada em dólar, 
tão Real como o Brasil que se explora.
Eu vou tomar em conta 
o quê indaga a eternidade 
no céu que não se toca
sem saber se vai ou se volta.
A bravura do futuro
no avanço obscuro
do medo de um erro.
A minha visita nesse cemitério, 
nesse inferno.
Não vou somar a conta,
nem dividir para engolir
o múltiplo de tudo que subtrai
algo a mais!

(Denis Soares).

A arte é livre.


PARTIDO

Deus privilegiou 
um lugar natural 
que no universo
não tem igual, 
mas querem governar, 
dividir o meu lar.
Mostrar do que é capaz 
em suas fronteiras.
A ignorância de bandeiras...

(Denis Soares).

quinta-feira, 12 de março de 2020

A arte é livre.


LEVIATÃ.

Aonde está 
e não alcançar?!
Com promessas de ateu
na missão de quê se julga.
Guerrilhas cor-de-rosa
no azul fúnebre
do silêncio anil.
Ecumênicos espinhos,
repetição do passado,
telhados de papel,
perpetua o acaso. 
Entre navios negreiros,
lâminas de pétalas.
Pobreza, riqueza,
sugestões e as guerras.
O núcleo edita tudo,
até eiva da religião.
Egocêntricos vírus
com você em putrefação.
Há um grande descarrego
profundamente em você.
Além de quê pergunta
do abstinente obscurecer.
Enfada o que não muda
da sua fajuta e instigada vida
leviatã esquecida.

(Denis Soares).

quarta-feira, 4 de março de 2020

A arte é livre.


CATACLISMO.

Não quero nome nem registro,
divisões e muralhas.
Com pudores obsenos
e epidemia de fardas.
Não quero sonhar
em dançar aquela valsa,
pela íntima supremacia
e o bruxo desejo da alma.
Não quero ser o latim
das tragédias e nomenclaturas.
Intelectuais irracionais
e suas licenciaturas.
Não quero apodrecer no tempo
como a descoberta da roda,
nem ser capaz
de me limitar nas 24 horas.
Não quero teu abraço
enflorescendo sangue na chuva, 
anoitecendo pela morte
no olhar triste da lua.
Renascer o esquecido, 
viver seu próprio extinto,
envelhecer sem você,
morrer pela verdade.
Quero minha liberdade.
São pedras no estreito
caminho. Nesse canibal
cataclismo.

(Denis Soares).

segunda-feira, 2 de março de 2020

A arte é livre.


INÚTIL.

Inútil é ser humano babaca,
o ser animal, não ter paz 
e achar que é mais.
No conflito das raças
constantes batalhas.
Inútil é ser embalado,
propagado e consumido.
Ser o desejo do mundo,
a porcaria vendável e cara.
O câncer de tudo
para ter utilidade
só pela vaidade.
Inútil é ser individualista,
racista nessa vida fodida.

(Denis Soares).