sexta-feira, 4 de setembro de 2020

A arte é livre.

SOFRER.
Sou digno e admiro
a empreitada que
resulta em experiências.
Largado em turmas,
vivendo nas ruas,
com jóias que denotam
mentes inteligentes. 
São eles, os reprimidos, 
os agredidos.
O efeito perfeito do
sofrimento.
Mas o defeito é, prendar 
atos libidinosos, estimar 
doutrinas, beneficiar 
reinos, intoxicar o corpo,
erguer bandeira a todos.
Ser a arma branca,
a negra esperança
do cinismo que zomba
com atitudes baratas.
Peço desculpa pelo
palavrão,mas, tudo isso
é uma desgraça.
O sofrimento causa
conquistas. Porém,
sofrer é tudo!

(Denis Soares).

sexta-feira, 21 de agosto de 2020

A arte é livre.

DIA A DIA.

Eu vi tuas cinzas,
paranóias em Berlim,
sugeri as drogas
e o choro desbravado.
Contido nessa era,
perambulando pelo 
inferno dos dias iguais,
entre ratos e os demais.
A mão humana
e a tristeza do mundo
em nós, hoje e ontem.
O amanhã sem memória,
voltando à infância,
buscando esperança.
Assim segue a trilha
com o egoísmo e a 
decadência que sentimos. 
São doenças eternas em 
nossas vidas, nesses 
dias de utopias!

(Denis Soares).

sábado, 15 de agosto de 2020

A arte é livre.


SOU HUMANO.

Sinto que o povo está 
com medo de algum 
monstro invisível.
O Homem é o erro do 
Homem e os mentirosos 
são os mesmos.
O mundo é uma bola de 
neve que te trai com o 
tempo, o tempo que passa, 
a vida é o tempo.
Tenho observado seus 
valores mesquinhos, 
você fede, você some.
E a magia do incontestável 
sentido das coisas boas,
o pior, o melhor, o mais 
e o menos. O mundo 
verdadeiro é correto!
A natureza é minha única 
razão para acreditar em 
mudanças, pois do ser 
humano as formas
são impensáveis e a
solução sempre acaba
em guerras.
Lamentável ser um...

(Denis Soares).

segunda-feira, 20 de julho de 2020

A arte é livre.


EU SILÊNCIO

O silêncio se cala
em tudo que abala,
musicalizar o silêncio
é sentir a pureza que 
ninguém percebe, mas 
que mata aos poucos,
tão pouco que devasta,
ignora e assola.
O silêncio é a força do
nada, que supera e te
arreda para buscar a 
idiota razão.
O silêncio machuca
e todos sabem, como
arma, como gume, 
como adaga.
O silêncio não dorme
como o nada que existe
na mente de quem insiste, 
exila toda gratidão,
mas supera com perdão.
O silêncio é sábio
para quem sabe usá-lo,
e quem adivinhar 
meus pensamentos
estará no meu silêncio.
Pois interpretar e falar 
não importa, não adota
o teu ser para quem
quer viver e ti ter
para sempre.
És minha mente, o meu 
corpo, o meu choro sem 
lágrimas, o dito silêncio 
que estou vivendo. 

(Denis Soares).

sexta-feira, 10 de julho de 2020

A arte é livre.



EXPERIMENTOS

Quando eu virei mendigo estava rico, dormia nas ruas com monstros selvagens e a verdade.
Dias amargos, ladrões de mentes, o mundo viciado e eu largado.
Cheirei a solidão, fumei o Sistema da pura ilusão.
Mendigar é a arte do sofrer,
ganhar dos humanos o grande resto da história para ver e crer.
Quem eu sou na serventia?
Uma formiga em sua vida.
Quem eu sou no cinismo da vida?
Uma formiga na serventia.
Quando eu virei mendigo não tinha amigos.
Quando eu virei rico estava mendigo, falido pelo consumismo.

(Denis Soares).

quarta-feira, 8 de julho de 2020

A arte é livre.


CONSUMISMO

O povo corre nas ruas
louco para ter, o quê?
Consumo sem viver!
Louco para obter
o papel da dívida,
valores fedidos,
o olho do próprio outro.
Consumo sem viver
o egoísmo impresso
no mundo da esmola,
a miséria humana retratada,
a desgraça na alta,
gozada e aplaudida
nas vitrines de quinta.
O consumo é vagabundo,
não trabalha para o mundo.
O povo é molestado,
pobre e humilhado.
Mas, humilde e modesto
para submeter-se
à escrava vida consumida.

(Denis Soares).

domingo, 28 de junho de 2020

A arte é livre.


SÓ PAPO?!

Discursos idôneos
convencem dois,
bem e mal.
Incide a luz
que brilha no escuro
os seres amargos
que apelam à paz,
entretanto, com guerras.
São conversas afiadas
que ilude a verdade
com o dom das palavras,
desconversando com 
mentiras, ludibriando 
as massas.
O blá blá blá dos canalhas.

(Denis Soares).