quinta-feira, 18 de junho de 2020

A arte é livre.


AMBIÇÃO

Eu sugeri o prazer 
no infindável momento,
nascer chorando, morrer
amando. É inegável meu 
luto ao mundo de leis,
regras, discrepâncias
e tragédias. 
Lamento Kamikazes, 
crianças abandonadas,
homens de pólvora, 
gerras armadas.
É triste o que existe!
A mentira não dorme
tranquila. E no instante
que perdia a liberdade
da vida. Caminhava
para derrota a revolta
das massas. Atitude que
se alimenta de lágrimas.
Meu silêncio é irônico
no acalento clamor
de viver. Proteste contra
toda a história amarga,
mal contada e terá a
vitória desse povo que
constrói tudo por um
pagamento absurdo. 
O pão, o não que é cuspido 
na cara dessa raça humana.
É por dinheiro que se vive os 
impropérios da desigualdade
que reflete no espelho do mundo. 
O ser Humano escraviza vidas 
em busca de utopias. Vaidades 
que o capitalismo lhe impõe 
e lhe propõe a morte da alma. 
O capitalismo mata as espécies 
e os miseráveis se divertem!

(Denis Soares).

quarta-feira, 27 de maio de 2020

A arte é livre.

O DINHEIRO É UMA DOENÇA

A vida na Terra está em guerra, infortúnio combate, ataque de loucuras, acúmulo de indignação. Esgotada pelo câncer da ignorância, vive a ingratidão, o choro da derrota, terror, mais uma pessoa morta. 
Eis o cão do mundo, a força do desconhecido, a criação do natural ou do mal...
Gestante do incontrolável, severa maldição que arrebata cadáveres. Notícia lucrativa que corteja em lágrimas a doença maldita. E quem não acredita, desdenha. Mas, o número de mortes só aumenta. Esse é o fundo do poço, a multidão que semeia mais um morto, catequizado pela economia que sempre matou de fome a vida. De volta às ruas, ainda sem cura. Tudo pelo venerável dinheiro. 
Todo o meu desprezo pelo ser que não aprendeu a viver! Não me venha com idolatria. O Planeta sempre foi anarquista. E a janela do mundo lúcido sem esperança. É o engano de sombras nítidas do maldito capitalismo!

(Denis Soares).

sábado, 23 de maio de 2020

A arte é livre.


VIVO.

O chão termina nos pés,
definhando nos topos
como desfila a cegueira
da rústica imensidão.
Eu passo inquieto
nos fiapos intocáveis,
como a água que lavra
a música revelada.
Me aparto entre montanhas
e não canso de olhar
o rasante vôo
da bela embriaguez
que se esconde dentro
desse paraíso.
Ensolarado és perfeito,
mas, a vida minguante
que amortece o simples
temor do infinito.
É lição ao Homem
e saber dos Gigantes.

(Denis Soares).

quinta-feira, 21 de maio de 2020

A arte é livre.


FELICIDADE.

A felicidade é uma rosa,
tem seu tempo,
brota quando molha
num lindo infinito
com medo dos segredos.
A felicidade é um gesto,
o simples natural.
A vontade da felicidade
é erguer o pouco e a todos,
mas, ela é sorte,
não vem por querer
e não se explica o porquê.
Ninguém gosta da felicidade,
mas o feliz momento que
ela proporciona!
Vencer feliz é morrer infeliz.
Ela não se descarta
como um jogo que tem fim.
Viver momentos,
gritar lamentos.
Como sorrir infeliz
e o choro que diz
o meu querer é você,
feliz ou infeliz, felicidade!

(Denis Soares).

segunda-feira, 11 de maio de 2020

A arte é livre.


ÁTOMO

Eu ouvi o silêncio
nas águas dos seres,
um banquete inesgotável
de sonhos reais,
exuberante reinos
que cheira á vida.
Muralhas de pedras
desprezam metrópoles.
Contempla a natureza,
reverbera e respira
o segredo escondido.
Comecei a ouvir melhor
no vasto da escuridão,
quando vi o invisível
no topo do cume
ao poço profundo
do simples plural.
Sou tudo, sou nada!
O átomo da alma.

(Denis Soares).

quarta-feira, 15 de abril de 2020

A arte é livre.


SUAS LOUCURAS.

Estar comigo é gritar,
impedir dúvidas da mente.
Na gratidão da ignorância,
vivenciar ambições,
regredir o silêncio.
Estar comigo é mendigar,
inventar valores, planejar
motivos, intrigar o suportável.
Crer nas grotescas virtudes
do mundo vadio.
Estar comigo é trafegar
solitário, obter vícios,
querer caminhos
do certo ao duvidoso.
Faz parte das manchetes
sangrentas do individualismo
confinado, desvairado e aplaudido.
Estar comigo...
É estar consigo!
A loucura do possível.

(Denis Soares).

quinta-feira, 9 de abril de 2020

A arte é livre.


A CRUZ DE FERRO

Crucifiquem os ladrões
e saquei seus bens.
Herdeiros das trevas
com seus diabólicos ternos, 
merecem a cruz de ferro.
Símbolo de força material, 
porque neste comitê 
de bandidos todos são 
meus inimigos.
Que reinei a ordem aprovada 
com poder de destruição, 
satura a hipocrisia adotada,
eu só edifico questão.
Emito acordes de violão,
com atitude distingo a realidade, 
no meu dialeto um esporão, 
falo com toda liberdade. 
Criminosos de gravatas 
no mundo atual, razão social 
do eleitoral. Com sua cúmplice 
votação como forma de opinião,
para cruel humilhação do seu 
próprio chicote que açoita com 
classe a burra humanidade.

(Denis Soares).